quinta-feira, 24 de março de 2011

INCLUSÃO


INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA NAS ESCOLAS REGULARES

Sou professora do Ensino Especial, ou seja, em minha escola, recebemos apenas alunos com deficiência e não incluímos “alunos não deficientes”. Atualmente cada cidade tem uma realidade nas escolas regulares e depende das leis que a mantenedora segue.

Algumas estão desligando os alunos PNE (Portadores de necessidades educacionais) de escolas especiais e incluindo em escolas regulares. Já outras cidades estão aguardando ordens do Ministério da Educação para tomar as medidas solicitadas. E muitas outras, fingem nunca ter ouvido falar.

Desde que iniciei a faculdade em 2005 fala-se da obrigatoriedade de TODOS os alunos estarem inclusos na escola regular e que não existiria mais as escolas especiais. Mas este fato não convém com a realidade, afinal, nem todos os alunos especiais podem ser inclusos.

Existem alunos que desde pequenos, estudam em escolas especiais, sem nunca ter enfrentado a realidade do regular, hoje estão com mais de 20 anos de idade, sem condições de acompanhar um aluno do primeiro ano. Outra questão, é o relacionamento entre os alunos, na especial, ninguém é diferente, até o diferente é comum, todos se amam incondicionalmente. O relacionamento entre o professor e o aluno, é parecido com o familiar, eles entram na escola como se estivessem entrando na sua casa, recebidos com filhos amados. Bem diferente de muitas escolas regulares onde o ensino e o tratamento é o “tradicional”.

Existem casais de namorados (ou casados) na escola, que pessoas de fora me perguntam, “como esta menina pode beijá-lo? Ele baba o tempo todo”, talvez porque ela não ama a sua aparência ou sua situação financeira / profissional e sim, ama a sua alma, o que ele significa para ela, ama o amor...

Como um aluno que não consegue escrever o próprio nome, que freqüenta a escola especial para manter suas habilidades motoras, para socializar com todas as pessoas (que respeitam as capacidades de cada um), vai conseguir manter-se em uma escola regular? Estes alunos têm na escola esperança de um dia aprender a pegar um ônibus, a ter uma carteirinha para o transporte e até mesmo, estar aptos ao mercado de trabalho. E infelizmente a escola regular “não tem tempo” para isso.

Bom, deve estar lendo este discurso e pensando que sou contra a inclusão, NUNCA! Sou FAVORÁVEL, e não apenas a inclusão escolar, mas a inclusão no trabalho e na vida social. Mas para aquelas crianças estimuladas precocemente nas escolas especiais, acompanhadas desde a sua primeira infância, inclusas em creches/CMEIS regulares, para que no primeiro ano já esteja “qualificada/habilitada” a acompanhar uma turma e possam ser inclusas.

Bom, em breve continuaremos este assunto...

Reflita sua opinião sobre o tema! Mas não pense só em você ou apenas nas pessoas que conhece, abra sua mente, e como diria meu professor da faculdade TIRA O MATO DA CABEÇA! (Psicanalista Salézio).

Abraço,

Professora Maria Elena Soczek

quinta-feira, 3 de março de 2011

HIPERATIVIDADE ?



Nos dois últimos meses tenho ouvido histórias freqüentes sobre alunos hiperativos. Professoras me questionam como identificar um aluno Hiperativo, porque é muito confundido por alunos indisciplinados, o que é totalmente errôneo. E familiares me expõe a angustia de ter um filho “que não pára”, e a escola puni-la como a culpada por isso. Então sinto-me angustiada, e tenho a missão de (pelo menos tentar) esclarecer algumas questões relacionadas com o tema.
Hiperatividade: segundo o dicionário Aurélio, é aquele que é “Excessivamente ativo”.
Está correto, mas vai muito além desta descrição. Vamos a quem é digno de nos explicar:
DSM IV: É um manual utilizado pelos médicos Psiquiatras (e demais profissionais da área), onde explica e define sobre as doenças e transtornos mentais. Elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e adotado pelo Brasil e outros países como Padrão.
H I P E R A T I V I D A D E
Segundo o DSM na sua versão IV, para uma pessoa ser hiperativa os sintomas devem ser constantes e persistirem por no mínimo 6 meses, não apenas numa situação e sim em ambientes diferentes e exposto a casos diferentes.
Os sintomas são os seguintes:
Inquietação: A pessoa mexe as mãos e os pés sem parar
Não pára quieta na cadeira. Tem dificuldade em permanecer sentada.
Corre ou anda sem destino
Dificuldade em fazer uma atividade quieta ou em silêncio
Fala excessivamente
Responde a perguntas antes delas serem formuladas
Age como se fosse “movida a motor”
Tem dificuldade em esperar a sua vez
Interrompe conversas e se intromete nos assuntos
Acrescento também outras características que podem apresentar:
  • · Dificuldade em terminar uma atividade ou um trabalho
  • · Ficar aborrecida com tarefas não estimulantes ou rotineiras
  • · Falta de flexibilidade (não sabe fazer transição de uma atividade para outra)
  • · Imprevisível
  • · Não aprende com os erros passados
  • · Percepção sensorial diminuída
  • · Problemas de sono
  • · Difícil de agradar
  • · Agressividade
  • · Não tem noção do perigo
  • · Frustra-se com facilidade
  • · Não reconhece os limites dos outros
  • · Dificuldade no relacionamento com colegas
  • · Dificuldades nos estudos
Lembrando que isto não é suficiente para fazer um diagnostico, é necessário consultar um Psiquiatra especialista na área da Hiperatividade ou na área de Educação Especial. E após uma suspeita médica, deve ser feito avaliação Psicopedagogica, por um profissional também especializado em Educação Especial para avaliar se há Dificuldade de Aprendizagem ligada a Hiperatividade. Para então iniciar o tratamento, seja com medicamento para alguns casos, seja atendimento psicopedagógico para trabalhar suas necessidades.
Tome cuidado! Existem sites que “falam pelos cotovelos” fiquem atentos... apresento um site altamente confiável sobre o tema: http://www.hiperatividade.com.br/
Em outros oportunidades voltarei com o assunto.
Abraço !
Você não está sozinho !!!


Políticas Públicas e a pessoa com Hiperatividade

Estava investigando sobre quantas pessoas existem com diagnóstico de Hiperativo. Tive um grande espanto. Segundo as pesquisas atuais, aproximadamente 10% das crianças de 5 a 8 anos ( em fase pré-escolar) e 4,5% de crianças a partir de 8 anos.

Pense comigo... em uma sala de 30 alunos, a professora tem no mínimo 3 alunos hiperativos! Em uma escola de mil alunos no mínimo 100 alunos são hiperativos...

Imagino que há mais casos de Hiperatividade do que de “Dengue”. Desculpe a comparação, mas há tantas propagandas, divulgações sobre epidemias evitáveis ( não que não seja necessário), e nunca vi nenhuma sobre o nosso aluno ( que não é evitável, ele esta ai e precisa de ajuda, ou melhor, de profissionais adequados para trabalhar com ele) ...

Agora me pergunto, o que minha cidade esta fazendo com estas estatísticas ( ela tem estatísticas?) e com estas crianças? Estão dando o devido apoio? Estão fazendo avaliações com profissionais adequados? Após avaliados, são atendidos? Existe uma clinica municipal que atenda estes alunos? Existem Professores aptos a trabalhar com estes alunos? Todos são? Há apoio ao professor que tem estes alunos inclusos em sala de aula? Há apoio e atendimento aos PAIS? Vejo pais desesperados por um “socorro”, alguém está ouvindo eles?

Bom.. são inúmeras perguntas... mas ainda não tenho nenhuma resposta...

Deveria ser investido muito mais em formação de seres humanos.

Formando bons seres humanos, desperdiçaria menos tentando “concertá-los” mais tarde.

AS FASES

Vivi três “fases” sobre a hiperatividade...

A primeira onde os alunos hiperativos eram os alunos “Mal educados”, “sem pais”, “filhos da nova época tecnológica (nem existia PC)”, “geração coca-cola”, “sem regras familiares”.

A segunda fase, todos os alunos ativos eram considerados os “Hiperativos”, TODOS. As professoras já nem aceitavam em suas salas, passavam de escola em escola e todas solicitavam diagnóstico e apoio para suas secretarias”.

E hoje vivo a terceira fase, onde ninguém é Hiperativo. Profissionais assumem que a hiperatividade virou uma moda, e que não existem hiperativos , são os professores e pais que não agüentam e pedem um laudo. Quase como na primeira fase, mas muito mais perigosa, porque estamos vivendo ela... Há “profissionais” que a criança, mesmo com laudo na mão, há no mínimo 10 anos, tem todas as características acentuadas e mais algumas, e mesmo assim os profissionais tem a coragem de dizer “temos que ver melhor, acho que o psiquiatra esta equivocado” ou “esta professora deve estar aumentando uns 200%”...

Qual será a próxima fase?

Espero de coração que seja da conscientização, da formação, da informação, da aceitação e de novos métodos educacionais.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

JCI - Federação Mundial de Jovens Líderes e Empreendedores


Na terça-feira, dia 08 de fevereiro de 2011,

estive com a JCI, Câmera Junior Internacional, na Faculdade Integral, na cidade de Curitiba - PR.

Onde apresentei o tema "Aprendizagem" e fizemos um bate papo, relacionando esta temática com o projeto "Oratória nas escolas".

Oratória nas escolas é um projeto criado pela JCI, cito a página do site da instituição para definir: O projeto consiste em oferecer aos jovens estudantes a oportunidade de conhecimento, reflexão e conscientização sobre a responsabilidade e compromisso de cada indivíduo em relação aos problemas sociais, ambientais e educacionais nos níveis: local, regional, nacional e mundial.

Fonte: http://www.jci.org.br/news.php?news=128

Este projeto é uma das nobres metas. Vale a pena conferir sobre o Projeto e também sobre esta Organização JCI.

Agradeço a Presidente Pâmela Haiduk pelo convite, espero ter acrescentado. Quero voltar e acompanhar de perto este projeto.

Abraços,

CITADOS: www.jcicuritibacentro.org.br/, http://www.jci.org.br/news.php?news=128

teste básico...

DE QUE FORMA VOCÊ APRENDE?


Responda estas questões a seguir para descobrir de que forma você aprende:

(Lembrando que é apenas um teste... e para realmente DEFINIR sua aprendizagem, é necessário fazer vários outros tipos de avaliações).


1) Gostaria de estar fazendo este exercício:

a) Por escrito

b) Oralmente

c) Realizando tarefas

2) Gosto mais de ganhar presente que seja:

a) Bonito

b) Sonoro

c) Útil

3) Tenho mais facilidade de lembrar nas pessoas:

a) A fisionomia

b) A voz

c) Os gestos

4) Aprendo mais facilmente:

a) Lendo

b) Ouvindo

c) Fazendo

5) Ao lembrar de um filme vem a mente:

a) As cenas

b) Os diálogos

c) As sensações

6) Nas férias eu prefiro:

a) Conhecer novos lugares

b) Descansar

c) Participar de atividades

7) Valorizo nas pessoas:

a) A aparência

b) O que ela diz

c) O que ela faz

8) Prefiro carros por:

a) Ser bonito

b) Silencioso

c) Confortável

9) Quando vou comprar algo:

a) Olho bem o produto

b) Ouço o vendedor

c) Experimento

10) O que me da mais prazer:

a) Ir ao cinema

b) Assistir a uma palestra

c) Praticar esportes

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ENSINANDO E APRENDENDO

( obrigada por ler meus artigos, mas se for copiar, por favor, referencie, foi com muito estudo que pude escrever com propriedade)
Para ensinar precisamos sempre utilizar as três formas de aprendizagem:

Como falamos anteriormente sobre as três formas de aprendizagem, agora falaremos de como ensinar o individuo que possui maior facilidade com alguma delas...

Para os visuais:
- Procure recursos visuais sobre as matérias ensinadas (Vídeos, slides);
- Tente fazer resumos usando anotações, tabelas, esquemas, desenhos, fluxogramas, gráficos;
- Crie gestos enquanto esta falando (na hora de lembrar sobre determinado assunto, o aluno visualizará
o modo como foi passada a informação);
- Tente construir imagens mentais nos alunos sobre o que estiver falando;

Para os auditivos:
- Procure gravar as aulas, palestras, seminários e disponibilize para os alunos;
- Nas aulas tente solicitar que o aluno escreva pouco para que prenda mais atenção,
- peça que os alunos leiam os textos em voz alta;
- Peça para que conversem com os amigos sobre os conteúdos.

Para os cinestésicos:
- Ministrem aulas dinamicamente, com alternações de voz, que façam movimentos com os braços, ande
para lá e para cá, escrevam no quadro, enfim, tudo o que tenha relação com movimento;
- Procure ler em voz alta e caminhando;
- peça para que façam experiências práticas sobre o assunto, pesquisas, exercícios;
- Procure explicar mudando de posição de vez em quando.

A P R E N D I Z A G E M

( obrigada por ler meus artigos, mas se for copiar, por favor, referencie, foi com muito estudo que pude escrever com propriedade)
O que é aprendizagem?

APRENDER: Aprehendere (Latim) que significa agarrar, pegar, apoderar-se.

A aprendizagem é o processo de adquirir novos conhecimentos. Podendo ser através da interação entre estruturas mentais e de fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais.

A aprendizagem ocorre quando, por meio de uma experiência, mudamos nosso conhecimento anterior sobre uma idéia, comportamento ou conceito.

Como o individuo aprende? Porque a mesma matéria é aprendida com facilidade por alguns alunos e com dificuldades por outros alunos?

Cada ser humano tem uma personalidade, um jeito de ser, uma historia de vida, acesso a ambientes diferentes, entre outras coisas que difere um do outro. A aprendizagem também é absorvida de forma diferente por cada individuo. Existem três formas diferentes de como o individuo aprende: visual, auditivo e cinestésico.

TIPOS DE APRENDIZAGEM:

Cada estilo de aprendizagem tem pontos positivos e negativos, mas cabe ao professor, aos pais e
a quem espera que o individuo aprenda, desvendar qual é a melhor forma que ele aprende, afinal
ele aprenderá com muito mais facilidade se as informações vierem até a ele de acordo com suas
preferências.

Aprendizagem Visual:
• Aprende vendo, observando demonstrações, quando lê gosta de imaginar cenas descritas no
livro, tem boa concentração, é rápido para compreender.
• Geralmente lembra bem dos rostos mas se esquece dos nomes, escreve e anotas através de
esquemas, lembra bem das imagens.
• Planeja bem antes de executar, organiza seus pensamentos, e visualiza as soluções.
• Anda sempre limpo, preocupa-se com detalhes, gosta de ordem e de coisas bonitas.
• Quieto. Não fala muito, mas quando fala, fala rápido.
• É impaciente para ouvir explanações longas, mas descreve com detalhes.

Aprendizagem Auditiva
•Aprende por instruções verbais, gosta de diálogos, evita descrições longas, não presta muita
atenção nas ilustrações, move os lábios quando lê.
• Lembra os nomes mas esquece dos rostos, decora as coisas por repetição auditiva.
• Fala sobre os problemas, testa as soluções verbalmente.
• Não gosta de combinar roupas, prefere explicar as escolhas.
• Gosta de ouvir mas não consegue esperar para falar, faz descrições longas e repetitivas.

Aprendizagem Cinestésica
• Aprende fazendo, se envolvendo direto, prefere ir logo a ação, não é bom leitor.
• Lembra-se melhor das coisas que fez e não daquelas que viu ou ouviu.
•Ataca fisicamente o problema, ação impulsiva, escolhe soluções que envolvem muitas atividades.
• Limpo, mas logo desarruma por causa das atividades. Não tem muito senso estético.
• Gesticula quando fala, não é bom ouvinte, fica muito perto quando fala ou ouve, perde o seu
interesse por falas longas.

Deve estar pensando que é "anormal", afinal, identificou-se com cada uma...
Desde criança somos estimulados de diversas formas, então é possível e totalmente normal, se para cada coisa você tiver uma forma diferente de aprender. Talvez não adiante eu tentar aprender uma musica apenas a lendo, eu vou precisar ouvir, compreender a melodia, o ritmo, e tentar reproduzir em algum instrumento, ou seja, para apenas esta aprendizagem musical, utilizamos as três formas de aprendizado.

( obrigada por ler meus artigos, mas se for copiar, por favor, referencie, foi com muito estudo que pude escrever com propriedade)